Domingo, 8 de março de 2026

informe o texto

Notícias Judiciário

CONDENADO

Réu é condenado a mais de 31 anos de prisão por matar a noiva em Peixoto de Azevedo

 

 

Wendel dos Santos Silva foi condenado a 31 anos e 6 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato da noiva, Lediane Ferro da Silva, de 43 anos, ocorrido em abril de 2024, em Peixoto de Azevedo. O júri popular aconteceu nesta quinta-feira (18), no Fórum da cidade, e durou toda a manhã. Além da pena, ele terá de pagar R$ 150 mil de indenização por danos morais e não poderá recorrer em liberdade.

 

O crime foi classificado como feminicídio cometido por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima e praticado diante de descendentes. O juiz João Zibordi Lara destacou a gravidade do caso, ressaltando que Wendel não apenas atacou Lediane à luz do dia, mas também correu atrás do filho dela, gerando o que descreveu como “pavoroso cenário delitivo”.

 

Durante a sentença, o magistrado enfatizou que o comportamento do réu evidenciou traços de misoginia e ódio contra mulheres, citando inclusive publicações feitas por ele nas redes sociais após o crime. Em uma delas, Wendel atacou a Lei Maria da Penha e ofendeu a vítima com palavras de ódio. Ele também enviou mensagens ofensivas a uma amiga de Lediane.

 

No tribunal, Wendel chegou com uma bíblia nas mãos, chorou durante o interrogatório e tentou justificar suas ações afirmando que era humilhado pela companheira. Disse ainda que a discussão que antecedeu o crime ocorreu por causa da aliança de noivado, paga por Lediane. A versão, contudo, não convenceu o júri.

 

O julgamento foi marcado por fortes depoimentos. O filho da vítima, Gustavo Michel, relatou em lágrimas que presenciou parte da agressão e foi ameaçado de morte ao tentar socorrer a mãe. Já a amiga de Lediane, Ana Paula, confirmou que o réu era extremamente ciumento e que chegou a ser xingada por ele logo após o feminicídio. A filha de Wendel, que também testemunhou, relatou que o pai desferiu as facadas após a negativa de Lediane em devolver a aliança.

 

A promotora de Justiça Andreia Monte Alegre destacou o histórico de violência doméstica do acusado contra outras mulheres e apresentou as imagens de câmeras de segurança que registraram o momento do crime. “É fácil falar mal da vítima, que não está mais aqui para se defender. Aquele que postou ofensas nas redes sociais é o mesmo que hoje chora no tribunal”, afirmou.

 
Sitevip Internet
Fale conosco via WhatsApp