Terça-feira, 21 de abril de 2026

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Notícias Judiciário

PEDIDO DE INTERNAÇÃO

Defesa pede internação psiquiátrica de acusado por feminicídio em Juscimeira

 

 

A defesa de Igor Henrique Bernardes Pires, acusado de assassinar a namorada Alice Ribeiro da Silva, de 32 anos, com golpes de canivete em março de 2023, em Juscimeira (157 km ao sul de Cuiabá), solicitou a aplicação de medida de segurança para que ele seja internado em hospital de custódia. O pedido foi feito após a conclusão de um laudo que apontou transtornos mentais graves, incluindo esquizofrenia e distúrbios decorrentes do uso de múltiplas drogas.

 

Alice foi morta na frente dos três filhos, em um crime classificado pelo Ministério Público como feminicídio, cometido por motivo fútil, em contexto de violência doméstica e presenciado por descendentes da vítima. Durante o processo, foi instaurado um Incidente de Insanidade Mental, no qual Igor foi considerado inimputável, ou seja, incapaz de compreender o caráter ilícito de seus atos.

 

O juiz Alcindo Peres da Rosa determinou que o processo prossiga com a presença de um curador, função assumida pela Defensoria Pública, responsável pela defesa do réu. O órgão manifestou-se pela aplicação da medida de segurança prevista no Código Penal, que prevê internação em hospital de custódia ou, caso não haja vaga, em outro estabelecimento adequado, com possibilidade de tratamento ambulatorial.

 

O pedido foi protocolado no início de setembro e agora o Ministério Público deverá se manifestar antes da decisão final. Igor segue preso preventivamente desde o crime.

 

O caso chocou a cidade de Juscimeira. Alice foi atacada dentro de casa, onde preparava o almoço para os filhos e uma amiga. Após uma discussão motivada por uma chamada de vídeo feita pela filha do casal para a avó paterna, Igor desferiu os golpes que tiraram a vida da vítima. A amiga conseguiu retirar as crianças do local antes que elas também fossem atacadas.

 

O acusado foi preso pouco depois e, em depoimento, alegou que havia sido vítima de um “golpe da barriga”. Em novembro de 2024, a Justiça reconheceu sua inimputabilidade diante dos transtornos mentais diagnosticados.

 
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