ALISSON OLIVEIRA
19/09/2025 - 09:49
A audiência de instrução e julgamento dos réus Jhuli Noali Zanoni, Antônio Ribeiro Laurentino Júnior e Breno Freitas da Silva está marcada para esta sexta-feira (19) em Sorriso, município a 420 km de Cuiabá. Eles são acusados de torturar e decapitar Giovanni Stephano Viotto de Oliveira, 16 anos, em abril de 2024, em um crime que chocou Mato Grosso. O trio permanece em prisão preventiva desde a época do crime e será interrogado durante o processo, que também inclui a oitiva de testemunhas de acusação e defesa.
No início deste mês, a defesa de Breno Freitas da Silva tentou revogar a prisão preventiva, alegando excesso de prazo na formação da culpa, já que ele está detido desde setembro de 2024. O desembargador responsável pelo caso, no entanto, indeferiu o pedido, destacando a gravidade do crime, a participação do acusado em uma organização criminosa de alta periculosidade, a chamada facção “Comando Vermelho”, e a complexidade da investigação.
O crime ocorreu após o desaparecimento de Giovanni, em 15 de abril de 2024, quando o adolescente saiu de casa com a motocicleta da mãe e não retornou. A moto foi localizada dias depois em uma área de mata. As investigações revelaram que Giovanni foi atraído para um local isolado, submetido a um “tribunal do crime”, agredido com pauladas e decapitado. O corpo foi jogado em um córrego e parte da execução foi filmada por um dos adolescentes envolvidos.
A mandante do crime, Jhuli Noali Zanoni, foi presa em maio de 2024 em Mato Grosso do Sul e recambiada para Mato Grosso. Outros envolvidos incluem Antônio Ribeiro Laurentino Júnior, Breno Freitas da Silva e um adolescente identificado como J.D.J. Um quarto acusado, Elinelson Monteiro Cruz, morreu em confronto com a polícia dias após o crime.
A denúncia do Ministério Público, apresentada pelo promotor Luiz Fernando Rossi Pipino, foi recebida pela Justiça em julho de 2024. Até o momento, não há previsão para o tribunal do júri dos réus.
