Sexta-feira, 10 de abril de 2026

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CASO É INVESTIGADO

Delegado aponta que pais de PM podem ter dado suporte em assassinato de personal em Várzea Grande

Delegado aponta que pais de PM podem ter dado suporte em assassinato de personal em Várzea Grande

Foto: Midianews

 
 
A investigação sobre o assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (29). O delegado Caio Albuquerque, responsável pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que há sinais de que os pais do policial militar Raylton Duarte Mourão — já preso e confesso pelo crime — também possam ter atuado na trama.
 
De acordo com Albuquerque, o casal apresentou contradições relevantes durante os depoimentos colhidos na segunda fase da Operação Moeda de Sangue. Para o delegado, as inconsistências apontam não apenas para tentativa de encobrir o filho, mas para a possibilidade de envolvimento direto na ação que culminou na morte da vítima.
 
As diligências desta nova etapa ocorreram em Rosário Oeste, onde policiais cumpriram três mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estavam uma mecânica, uma residência e uma chácara vinculada a um conhecido de Mourão. Foram recolhidos aparelhos celulares, uma picape Montana e uma moto Tornado, veículo que teria sido usado para acompanhar os passos de Rozeli antes do ataque.
 
O policial militar havia se entregado no dia 22 de setembro em Cuiabá. No dia seguinte, confessou ter sido o autor dos disparos que tiraram a vida da personal. As investigações revelaram que o crime pode ter sido motivado por uma disputa judicial: Rozeli processava a empresa de distribuição de água de Mourão e da esposa dele, exigindo R$ 24,6 mil em indenização por danos materiais e morais após um acidente causado por um caminhão da firma.
 
Rozeli, de 33 anos, foi morta na manhã de 11 de setembro, quando deixava sua casa, no bairro Cohab Canelas, em Várzea Grande. Câmeras de segurança flagraram o momento em que Mourão, acompanhado de um cúmplice ainda não identificado, se aproximou de moto e disparou quatro vezes contra ela, que estava dentro de seu carro. A personal seguia para a academia onde trabalhava e treinava.
 
Com os novos indícios, a Polícia Civil tenta esclarecer até que ponto os pais do militar participaram da execução ou se apenas atuaram na cobertura dos rastros do filho. As apurações seguem em andamento, assim como a busca pelo segundo envolvido na execução.
 
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