Domingo, 14 de junho de 2026

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OPERAÇÃO POLÍCIAL

Polícia desmonta esquema milionário de empresas de fachada em Mato Grosso

 

 

A Polícia Civil de Mato Grosso, em ação conjunta com o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA-MT), deflagrou na manhã desta terça-feira (30) a Operação Hortifraude, destinada a desarticular um grupo criminoso especializado em sonegação fiscal no setor de hortifrutigranjeiros. Segundo as investigações, o esquema gerou prejuízos superiores a R$ 45 milhões aos cofres públicos.

 

A operação cumpre 148 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, afastamento de sigilo de dados telemáticos e suspensão de registros profissionais de contadores e escritórios de contabilidade. Os mandados foram autorizados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias do Estado de Mato Grosso e estão sendo cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande e São Paulo.

 

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), revelaram que o grupo utilizava empresas de fachada, muitas vezes registradas em nome de “laranjas”, para emitir notas fiscais falsas e movimentar mercadorias sem recolher o ICMS. Contadores e escritórios de contabilidade também atuavam no esquema para enganar a fiscalização tributária, dificultando a identificação dos responsáveis reais pelas fraudes.

 

O delegado João Paulo Firpo Fontes destacou que a força-tarefa atua de forma integrada para enfrentar crimes contra a ordem tributária, falsidade ideológica e uso de documentos falsos. “Essa atuação é fundamental para a recuperação dos valores sonegados, que serão revertidos em benefício da população, em áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura”, afirmou.

 

O promotor de Justiça Washington Eduardo Borrére reforçou a importância da colaboração entre os órgãos do CIRA-MT, ressaltando que a atuação conjunta é essencial para reprimir grupos especializados em fraudes estruturadas, garantindo que recursos públicos retornem à sociedade. O secretário adjunto de Receita Pública, Fábio Fernandes Pimenta, detalhou que foram constituídos mais de R$ 40 milhões em créditos tributários irregulares e que a investigação da Sefaz foi decisiva para identificar as operações fraudulentas.

 

A operação Hortifraude envolve o Ministério Público, a Polícia Civil, a Secretaria de Estado de Fazenda, a Procuradoria Geral do Estado e a Controladoria Geral do Estado, em um esforço integrado para combater a sonegação fiscal no estado.

 
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