ALISSON OLIVEIRA
01/10/2025 - 08:52
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de barrar a redistribuição imediata de cadeiras na Câmara dos Deputados vai impactar diretamente Mato Grosso, que permanecerá com apenas oito deputados federais e 24 estaduais até 2030. A medida frustra expectativas de líderes políticos locais que esperavam ampliar a representatividade do Estado já nas eleições de 2026.
Segundo o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), a manutenção do atual quadro significa perda de espaço político e de recursos. “Agora acho que Mato Grosso perde. Era importante a gente ganhar duas vagas, porque teríamos mais votos em Brasília para trazer recursos e discutir as grandes ações do Estado”, destacou. Para ele, a decisão também interfere nas estratégias eleitorais. “Se antes uma chapa de federal podia ter 11 candidatos, agora serão apenas nove, o que muda completamente o planejamento”.
O deputado Eduardo Botelho (União) também reagiu com críticas, classificando a medida como “péssima”. Para ele, o Estado sai prejudicado. “Essa decisão é muito ruim, principalmente para Mato Grosso, que já tem população suficiente para aumentar sua representatividade. Perde emendas, perde voz, perde tudo”, afirmou.
Na prática, o STF atendeu ao pedido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com voto favorável do ministro Luiz Fux e apoio de outros sete magistrados. A decisão suspende os efeitos de uma lei que previa o aumento de 513 para 531 deputados federais, aprovada pela Câmara, mas vetada pelo presidente Lula (PT). Caso o veto tivesse sido derrubado até esta terça-feira (1º), Mato Grosso passaria a contar com 10 deputados federais e 30 estaduais.
Com o impasse, até mesmo a reforma na sede da Assembleia Legislativa será revista. Max Russi havia determinado a criação de novos gabinetes e de um grande auditório, mas agora apenas o espaço para as comissões parlamentares será mantido.
A disputa eleitoral de 2026, portanto, ocorrerá sem a ampliação das vagas que Mato Grosso reivindicava há anos. A redistribuição de cadeiras só deverá entrar em vigor a partir do censo de 2030, prolongando a espera pela maior representatividade no Congresso Nacional.
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