O governador Mauro Mendes (União) reconheceu nesta quinta-feira (2) que os atrasos registrados em diversas obras de infraestrutura em Mato Grosso estão diretamente ligados à falta de mão de obra no setor da construção civil. Segundo ele, o problema tem afetado contratos, cronogramas e até mesmo a continuidade de grandes empreendimentos.
Mendes destacou que, em alguns casos, o governo precisou rescindir contratos com construtoras que não cumpriam o desempenho esperado. No entanto, a substituição de empresas nem sempre trouxe avanços significativos. “Nós já rescindimos contrato porque a empresa não performava, contratamos outra e a nova também está performando mal. O governo está apertando as construtoras”, afirmou.
Para o governador, a dificuldade está no quadro de trabalhadores disponível. “Me dê uma obra em Mato Grosso que não está atrasada. Falta mão de obra. Essa é a dura realidade. As empresas contratam trabalhadores do Nordeste, por exemplo, mas muitos ficam 15 dias e vão embora. É um desafio grande manter equipes”, ressaltou.
Entre os projetos mais citados pela população em razão dos atrasos estão o BRT Cuiabá-Várzea Grande, o Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães, e o Parque Novo Mato Grosso. Mendes reconheceu que a situação não se restringe a casos isolados. “Todas as obras do governo, talvez raras exceções, estão com problema de performance. E o grande problema é a falta de mão de obra no Estado”, frisou.
Apesar das críticas, o governador reforçou que a gestão busca soluções práticas. “Se criticar resolvesse, eu criticaria o dia inteiro. Agora, o governo trabalha com seriedade para resolver os problemas e não fica só na conversa”, disse.
Questionado sobre qual obra considera mais importante, Mendes evitou apontar uma específica, ressaltando que todas têm relevância a depender do impacto social. “Estamos terminando o hospital em Cuiabá, praticamente finalizando o de Alta Floresta, além das entradas da BR-163, que são estratégicas. O Parque Novo Mato Grosso também é importante, mas, para um cidadão, o asfalto no bairro pode ter o mesmo peso”, avaliou.