Combustíveis sobem no mercado internacional e impacto já chega a Mato Grosso
Redação
06/03/2026 - 12:54
Foto: Governo do Mato Grosso do Sul
A alta nas cotações internacionais do petróleo e de seus derivados tem pressionado o mercado de combustíveis e já começa a refletir nos preços praticados em Mato Grosso. A informação é do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo).
Segundo levantamento do setor, os combustíveis registraram aumentos expressivos no mercado internacional ao longo de 2026, o que elevou o custo de importação e tem provocado reajustes gradativos no Brasil.
O diesel importado acumula aumento de aproximadamente 38%, passando de US$ 60,85 em janeiro para US$ 83,97 atualmente.
Já a gasolina importada apresentou alta ainda maior, de 52,8%, saindo de US$ 1,72 para US$ 2,42 no mesmo período.
No caso do diesel S10, o aumento chega a 62,8%, com o combustível passando de US$ 2,12 para US$ 3,45 no mercado internacional.
De acordo com o Sindipetróleo, esse cenário é resultado principalmente da instabilidade geopolítica global e da valorização do petróleo, fatores que encarecem a importação e acabam pressionando toda a cadeia de abastecimento.
Mesmo com esse aumento no exterior, o Brasil ainda pratica valores abaixo das referências internacionais. Atualmente, existe uma defasagem estimada de R$ 1,91 por litro no diesel e de cerca de R$ 0,79 por litro na gasolina em relação aos preços do mercado global.
Apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado um reajuste oficial, algumas distribuidoras já começaram a elevar os preços de venda para os postos. Com isso, revendedores em Mato Grosso relatam que os aumentos já começam a aparecer nas bombas.
O presidente do Sindipetróleo, Claudyson Martins Alves, o Kaká, explica que os postos não definem o valor final dos combustíveis.
“Os postos são a ponta final da cadeia. Nós compramos das distribuidoras e, quando o custo sobe, precisamos repassar para não operar no prejuízo”, afirmou.
O sindicato alerta ainda que novos aumentos podem ocorrer, principalmente se a Petrobras decidir reajustar os preços para reduzir a defasagem em relação ao mercado internacional.
A entidade afirma que segue monitorando a evolução do mercado global e seus impactos no abastecimento e nos preços pagos pelos consumidores em Mato Grosso.